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sábado, 17 de março de 2012

Sabes quais são as carreiras que estão em alta hoje?

A proximidade da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016 já aquecem o mercado em algumas áreas como engenharia, tradução e intérprete e turismo. Mas, segundo especialistas ouvidos pelo G1, outras carreiras também estão em alta neste início de 2012. Você, por exemplo, sabe o que faz um especialista em SEO? E o responsável por "comunity and social manager"?
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“Algumas profissões surgem de uma demanda da sociedade, do consumidor que precisa de um produto ou de um serviço que ainda não é oferecido”, afirma Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half em São Paulo.
O setor de serviços ainda concentra o maior número de oportunidades. "Os eventos esportivos vão colocar o Brasil no foco das atenções e por isso a prestação de serviço e de atendimento aos turistas vai fazer a diferença", diz Alexia Franco, diretora da Hays.
As engenharias voltaram a ter papel importante no mercado, principalmente nos setor de petróleo e gás, com engenheiro químico, e na indústria, com a engenharia de produção. “Durante muitos anos os profissionais de engenharia migravam para outros setores como o financeiro, de investimento e consultorias, mas com os grandes projetos e o desenvolvimento do país, eles voltaram a ser requisitados em sua própria área”, diz Raphael Falcão, gerente da Hays.
Outras áreas que já estavam em crescimento e continuam em alta neste ano são construção civil e meio ambiente. O segmento de tecnologia da informação é um dos que mais enfrenta dificuldades para contratar. "É difícil encontrar pessoas com boa formação e conhecimento do segmento”, lembra Maria Fernanda Ortega, diretora de gente & gestão do Peixe Urbano.
Veja as carreiras mais promissoras para 2012, segundo especialistas:
ÁREA: SERVIÇOS
Tradutor e intérprete de inglês
Por que está em alta? Com a aproximação da Copa do Mundo em 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016, no Brasil, muitos profissionais estão buscando aprimorar seus conhecimentos em inglês para não perder oportunidades de emprego. “Vamos receber muitos turistas e delegações de outros países e os trabalhadores devem estar prontos para recebê-las. Não é uma demanda que existe sempre e por isso o mercado está aquecido nesta área”, ressalta Alexia.

O que faz? Tradução de documentos, textos, contratos, publicações, áudios, filmes e legendas, interpretação em palestras e eventos e aulas em escolas privadas, públicas, de idiomas ou particulares.

Formação: Nível superior em Tradução e Interpretação ou Letras (habilitação em inglês)

Salário: R$ 1.500 (valor diário por tradução simultânea)

Veja o Guia de Carreiras de tradutor e intérprete
 
Tradutor e intérprete de mandarim
mandarim (Foto: G1)
Por que está em alta? Com as relações comerciais entre Brasil e China, diversas empresas buscam profissionais que tenham conhecimentos em mandarim. “São atividades novas que surgem em função das necessidades do mercado”, diz Alexia.

O que faz? Tradução de documentos, textos, contratos, publicações, áudios, filmes e legendas, interpretação em palestras e eventos e aulas em escolas privadas, públicas, de idiomas ou particulares.

Formação: Letras (habilitação em chinês)

Salário: R$ 1.500 (valor diário por tradução simultânea)

 
RH do futuro
Empresa de TI investe dinheiro no funcionário (Foto: Reprodução TV Integração)
Por que está em alta? Empresas estão buscando profissionais de recursos humanos estratégicos e que façam amais do que organizar folhas de pagamentos e organizar festas de fim de ano. “Estamos recrutando pessoas que não façam apenas parte do quadro de funcionários da companhia, mas que também compreenda o negócio e possa ajudar a desenvolver novas soluções e projetos”, afirma Andreza.

O que faz? É responsável pela área de recursos humanos das empresas, pelo relacionamento com os funcionários e desenvolvimento organizacional, além de realizar funções como organização da folha de pagamentos, contratação e demissão.

Formação: Tecnólogo em recursos humanos ou nível superior com especialização na área (pós graduação)

Salário: até R$ 18 mil
 
Especialista em apresentações corporativas
apresentação corporativa (Foto: TV Globo/Reprodução)
Por que está em alta? As apresentações de empresas e de projetos estão ganhando importância para a divulgação de produtos ou serviços. “Alguns designers e redatores se especializaram em apresentações. São pessoas que conseguem vender o produto e deixam as pessoas com a sensação de que não conseguem mais viver sem aquilo”, diz Andreza.

O que faz? Cria e desenvolve apresentações em PowerPoint ou em vídeo para empresas, produtos e serviços. Tem grande habilidade de conversação e conseguem cativar as pessoas.

Formação: Não há formação específica

Salário: entre R$ 4 mil e R$ 6 mil
ÁREA: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
Community and social manager (redes sociais)
Consumidores usam redes sociais e sites na internet para reclamar direitos (Foto: Reprodução/TV Morena)
Por que está em alta? “As empresas estão se posicionando nas redes sociais e precisam de profissionais que saibam responder, reagir e se posicionar em todas as situações. Ele é como um carteiro que leva as notícias para os consumidores”, lembra.

O que faz? Escreve textos, notas e monitora as redes sociais da companhia. Também é responsável por responder reclamações ou divulgar ações e produtos.

Formação: Nível superior com especialização na área (cursos livres ou pós-graduação)

Salário: entre R$ 3 mil e R$ 6 mil
 
Especialista em SEO (ferramentas de busca)
google computador (Foto: Reuters)
Por que está em alta? As ferramentas ou sites de busca são importantes para a estratégia das empresas. Ter o endereço publicado nesses locais aumenta a visibilidade e até os lucros. “Os consumidores vão até o Google para buscar informações e é muito importante que ele encontre a página da companhia. Ela não precisa necessariamente aparecer nas primeiras posições, mas deve constar no índice”, relata Andreza.

O que faz? Atua na construção de sites para que eles apareçam nos buscadores, por meio do aprimoramento das tags, textos e até mesmo na reformulação do endereço.

Formação: Nível superior com especialização na área (cursos livres ou pós-graduação)

Salário: entre R$ 6 mil e 10 mil
 
ÁREA: CONSTRUÇÃO CIVIL
Geólogo
Por que está em alta? Área de construção está formando equipes multidisciplinares para atuar nos projetos. “Eles estão entrando no ramo para auxiliar os engenheiros. É uma transformação que está acontecendo na área”, afirma Mantovani.

O que faz? Estuda a evolução da crosta terrestre e como ela pode ser usada futuramente. Ele também determina os locais em que é possível fazer perfurações para coletar amostras ou para a construção.

Formação: Nível superior em geologia

Salário: R$ 3.732 (6 horas – inicial)

Veja o Guia de Carreiras de geologia

 
Engenheiro ambiental
Engenheiro ambiental (Foto: TV Globo/Reprodução)
Por que está em alta? As construtoras começaram a se preocupar com o meio ambiente e estão lançando projetos sustentáveis e buscam profissionais que possam dar suporte para esses projetos. “Além da preocupação com a continuidade da existência, isso traz um resultado financeiro com a economia e também com a venda de um produto que se preocupa com o meio ambiente”, assegura Borges.

O que faz? Desenvolve projetos sustentáveis que respeitam os recursos naturais. Ele também avalia o impacto de obras e construções no meio ambiente.

Formação: Nível superior em engenharia ambiental

Salário: R$ 3.732 (6 horas - inicial)
 
ÁREA: AGRONEGÓCIO
Gestor de agronegócio
agronegócios (Foto: TV Globo/Reprodução)
Por que está em alta? As fazendas já não são administradas apenas pelas famílias, com a competição no mercado e o grande número de produtores, é preciso ter uma gestão profissional. “É preciso ter visão do negócio, quem não conhece todo o processo de produção perde oportunidades. A demanda por esses profissionais é grande no Centro-Oeste e na região nordeste do estado de São Paulo”, diz Borges.

O que faz? Traça as estratégias para a colheita e a distribuição das safras. Realiza as negociações e coordena as atividades de uma propriedade rural.

Formação: Tecnólogo em gestão de agronegócio ou nível superior em administração com especialização na área

Salário: entre R$ 5,5 mil e R$ 6,5 mil
 
PETRÓLEO E GÁS
Engenheiro químico
engenheiro químico (Foto: G1)
Por que está em alta? “A demanda por esses profissionais evoluiu com os trabalhos realizados no pré-sal. É uma carreira tradicional, mas com o atual momento do país, as oportunidades aumentaram”, relata Mantovani.

O que faz? Cria técnicas para extração de matérias-primas e para o desenvolvimento de produtos e equipamentos.

Formação: Nível superior em engenharia química

Salário: R$ 3.732 (6 horas – inicial)
 
ÁREA: INDÚSTRIA
Engenheiro de produção
engenharia de produção (Foto: Divulgação )
Por que está em alta? Com a automação das indústrias, a concorrência aumentou e as empresas precisam ter vantagens e diferenciais para não perder mercado. “Esse profissional faz a gestão da mão de obra e ajuda a aumentar a produtividade. Não basta apenas conhecer o processo produtivo, é preciso ter um planejamento para que todas as peças funcionem”, diz Borges.

O que faz? É responsável por aumentar a produtividade e melhorar o processo produtivo da empresa. Pode atuar diretamente com funcionários ou no setor financeiro.

Formação: Nível superior em engenharia de produção

Salário: entre R$ 2 mil e R$ 4 mil
 
ÁREA: LOGÍSTICA
Técnico em logística
Por que está em alta? “Existe logística em tudo, em todo o sistema de transporte e de armazenagem. Além do transporte nas cidades também existe demanda nas áreas de importação e exportação. A grande dificuldade é encontrar mão de obra qualificada”, ressalta Borges.

O que faz? Responsável pelo sistema de transporte e armazenamento. Deve criar estratégias para melhorar o nível organizacional e a eficiência da empresa.

Formação: Nível técnico em logística ou nível superior e especialização na área

Salário: R$ 1.500 (inicial)

Veja o Guia de Carreiras de logística
ÁREA: PAPEL E CELULOSE
Engenheiro florestal
 Por que está em alta? “As empresas do setor começaram a se preocupar com o meio ambiente e não desmatam qualquer lugar para obter a matéria prima de seus produtos. Além de conhecer todo o processo de reflorestamento, ele também precisa garantir o fluxo de produção”, explica Mantovani.

O que faz? É responsável pelo estudo e uso sustentável da floresta. Atua para conservar as áreas plantadas ou naturais.

Formação: Nível superior em engenharia florestal

Salário: R$ 3.270 (6 horas - inicial)

Veja o Guia de Carreiras de engenharia florestal
Fontes: Alexia Franco, diretora da Hays, Andreza Santana, gerente de marketing do Monster, Fernando Mantovani, diretor de operações da Robert Half, em São Paulo, Francisco Borges, diretor acadêmico da Veris IBTA Metrocamp, Maria Fernando Ortega, diretora de gente & gestão do Peixe Urbano e Raphael Falcão, gerente da Hays.
Pâmela Kometani
Do G1, em São Paulo
http://glo.bo/zgaddw
 



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Guia de profissões - Ensino Técnico

Em dúvida sobre qual curso técnico escolher? Acesse o guia abaixo e conheça os tipos de capacitação, o que é ensinado nas aulas e em quais áreas trabalhar quando estiver com o diploma na mão

Guia de profissões
Administração e Negócios
Técnico em Administração
O curso prepara os profissionais para atuarem em diversos setores de uma empresa, entre eles contabilidade, finanças, logística, marketing e recursos humanos. Eles realizam atividades administrativas, como elaboração e arquivamento de documentos, levantamento de dados financeiros, análise de estudos de mercado e controle de estoques.
Colaboram também para a gestão dos negócios, desenvolvendo processos nessas áreas, ações fundamentais para o planejamento estratégico, a produtividade e a competitividade da organização.
Durante o curso, o aluno estuda contabilidade, elementos de economia e finanças, estatística básica, matemática aplicada à gestão de negócios, relações humanas, rotinas administrativas, comunicação empresarial, gestão de pessoas, administração de marketing e fundamentos de logística, entre outras disciplinas. Como o mercado de trabalho é amplo, o técnico em Administração pode atuar em empresas de vários setores, como comércio e serviços, indústria, agronegócio e área hospitalar.
Fontes:
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Técnico em Contabilidade
O principal foco da profissão é organizar, registrar e calcular a movimentação financeira de uma empresa. Para isso, o curso técnico abrange o conhecimento de legislação jurídica, fiscal e trabalhista, conceitos de contabilidade, matemática financeira, operação de registros e controles e psicologia empresarial.
A partir desses conhecimentos, o técnico em Contabilidade pode controlar o patrimônio da organização, verificar e seguir a legislação, elaborar livros e registros de contabilidade, analisar orçamentos, preparar demonstrativos financeiros, regularizar empresas, entre outras funções. Ele pode atuar em bancos, comércio, indústria e serviços, empresas de contabilidade e como autônomo.
Fontes:
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul de Minas Gerais
Técnico em Gestão de Pessoas
Esse profissional é responsável por orientar, capacitar e valorizar os empregados de uma empresa, mostrando a eles como desempenhar cada vez melhor suas atividades para crescer na carreira e também como se relacionar melhor com os colegas no ambiente de trabalho. Seu principal objetivo é desenvolver o talento das pessoas que formam os recursos humanos de uma organização.
No curso, ele aprende a definir e a fortalecer a política de recursos humanos, identificar necessidades de treinamento, criar ações para melhorar o clima entre os empregados, elaborar estratégias de recompensa e promoção e desenvolver iniciativas de saúde e segurança do trabalho. Com essa formação é possível atuar em organizações de qualquer segmento.
Fontes:
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac)
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)
Serviço Social do Transporte (Senat)
Técnico em Finanças e Custos
No curso, o aluno aprende a entender a relação entre as áreas de finanças e custos e o sistema de contabilidade de uma empresa. A partir dessa análise, ele colabora para a tomada de decisões importantes para a estratégia de planejamento e crescimento da organização. O mercado de trabalho é variado e compreende negócios próprios e empresas de setores como indústria, finanças, comércio e serviços.

Acesse aqui para saber mais

domingo, 1 de maio de 2011

Conheça as profissões mais estressantes de 2011

 Homem com post-it no rosto
Depois de listar os empregos que trazem mais felicidade, o site de empregos CareerCast coloca, agora, na berlinda as carreiras com os piores índices de estresse.
Para montar o ranking, o site avaliou 200 profissões diferentes nos Estados Unidos. Entre os critérios estavam condições do ambiente de rabalho, grau de competitividade e riscos no trabalho, além de salário e potencial de crescimento na carreira.
De acordo com um estudo recente da Associação de Psicologia Americana, 70% dos profissionais apontam seus empregos como a principal causa para sintomas de estresse.
No Brasil, o cenário não é diferente. Por isso, Exame.com listou as 10 profissões com os índices mais altos de estresse e consultou especialistas para entender se a história se repete no país e os motivos para isso.

 Getty Images
Treinamento de pilotos aéreos

1. Pilotos de aviões comerciais
Por mais seguro que, segundo as companhias do setor, seja o transporte aéreo, os pilotos de avião sentem na pele (e na mente) o peso da responsabilidade de conduzir as vidas de centenas de pessoas céus afora.
No topo do ranking, os pilotos comerciais apresentaram um nível de estresse de 59.53. Além dos cuidados com a segurança dos passageiros, eles sempre têm de estar dentro dos horários de vôo estabelecidos, além de trabalhar por várias horas seguidas.
No Brasil, as companhias aéreas começam a sofrer com a falta de profissionais bem qualificados no setor. Para pleitear uma oportunidade em companhias como TAM e Gol, os pilotos precisam contabilizar mais de 1.500 horas de voo. A licença para piloto comercial sai por 35 mil reais, mas o valor das despesas com formação acadêmica e profissionalizante pode dobrar esse valor.
Os salários podem chegar a 16 mil reais.

Ruben Las Palmas/Stock.xchng
 Executivo pensando 

 2. Relações públicas
Ser a ponte entre as empresas e o público em geral não é tarefa fácil. Resultado? A carreira de Relações Públicas conquistou a segunda posição do ranking com nível de stress em 47,6.
“Trabalhamos sempre sob pressão. O relações sempre corre na frente para cuidar da imagem da empresa”, afirma Maria Amélia Cruz, presidente da Confederação Nacional de Relações Públicas. “Não tem essa de trabalhar apenas nos dias úteis ou em horários convencionais”.
A carreira, segundo a especialista, vive uma fase favorável no Brasil. O problema, no entanto, é o reconhecimento pelas empresas. “Raramente, há anúncios voltados especificamente para relações públicas. O mercado está muito competitivo”, diz.
Nos Estados Unidos, segundo dados da pesquisa, um profissional de relações públicas pode trabalhar em média 9 horas por dia. “Mas não tem essa de trabalhar apenas nos dias úteis ou em horários convencionais”, afirma Maria Amélia.
Os salários para profissionais com mais experiência podem ultrapassar os 10 mil reais.

 Getty Images
 homem escritório
 3. Executivo sênior
Chegar no topo do escalão é o objetivo de quase todo profissional que trabalha em grandes empresas. No entanto, a pesquisa mostra que maior status profissional e salarial é diretamente proporcional aos níveis de estresse.
Com jornadas que podem superar as 11 horas por dia, os alto executivos apresentaram níveis de estresse de 47.41, segundo a pesquisa. A pressão por resultados, a responsabilidade de gerir e conhecer em profundidade detalhes de vários departamentos contribuem para o cenário.
No Brasil, de acordo com especialistas, a realidade pode ser mais alarmante. “No dia-a-dia, o executivo precisa driblar uma série de questões políticas ou de infraestrutura que impactam o ciclo produtivo, sem contar que o custo Brasil é muito alto”, afirma Davi Braga, gerente de negócios da Dasein.
Isso significa que, em solo brasileiro, o tamanho do abacaxi que cada executivo tem que descascar é grande – fato que exige profissionais mais experientes e com uma senioridade elevada.
Por conta disso, segundo uma pesquisa recente da consultoria Dasein, em 2010, os executivos que trabalham em São Paulo receberam salários maiores do que profissionais que têm o mesmo cargo em Nova York. De acordo com o estudo, um diretor de uma empresa em São Paulo teve, em 2010, remuneração anual média de 243 mil dólares.

 Getty Images
Fotojornalista na Líbia

 4. Fotojornalista
Estar em lugares inóspitos e brigar por espaço para conseguir os melhores enquadramentos. A combinação de fatores que tornam a rotina de um fotojornalista estressante é até óbvia.
Some-se a isso salários nem tão atraentes, horários estranhos e muita pressão. Pronto, terá como resultado um nível de estresse de 47.09.
No Rio de Janeiro, fotojornalistas freelancers recebem cerca de 840 reais por foto publicada em capa de revista.

 Ivana/Stock.xchng
 Mulher repórter
 5. Repórter
De dentro de um estúdio, redação ou direto do local dos acontecimentos, o repórter deve ser o primeiro a levar o fato do momento para o público. O profissional que trabalha na busca pelas notícias em tempo real vive sob pressão.
Os prazos de entrega apertados, a constante procura pelo inédito, longas horas de trabalho e, muitas vezes, a exposição a situações de perigo faz com que o jornalista atinja o nível de estresse de 43,56.
O repórter no estado de São Paulo recebe a partir de 1,9 mil por cinco horas de trabalho, de acordo com a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj). Profissionais com mais experiência ou com mais exposição em telejornais, no entanto, podem ganhar até 200 mil reais em salário e benefícios.

Raul Júnior/Você S/A
. Executivo fazendo malabarismo
6. Executivo de contas
O profissional que traduz os desejos do cliente à área de criação da agência de publicidade vive sob pressão. É o chamado executivo de contas ou “atendimento” que fica responsável por fazer a relação entre as duas pontas ser satisfatória.
Fazer esse meio de campo pode ser estressante e exigir dedicação de várias horas de trabalho por dia. Segundo o estudo, um executivo de contas trabalha, em média, 9, 5 horas por dia e atinge até 41,05 pontos em nível de estresse.
“A rotina é estressante porque geralmente o profissional deve cuidar de várias contas ao mesmo tempo e dar atenção personalizada para cada cliente”, diz Marcelo D’Emídio, chefe do departamento de marketing da graduação da ESPM-SP.
O executivo de contas enfrenta ainda um mercado “extremamente competitivo”, conta D’Emídio, “tendo que estabelecer estratégias para resultados positivos e de alguma forma fidelizar a empresa-cliente para que ela não mude de agência”.

 tock.xchng
 Planta, lápis e régua de arquiteto

 7. Arquiteto
Com nível de estresse de 39,93, os arquitetos estão na sétima posição do ranking do CareerCast.
Mas as pressões, segundo o arquiteto Marcílio Barotti, não estão ligadas ao processo de elaboração do projeto. “O problema são os entornos, a burocracia para aprová-lo junto à prefeitura, as reclamações dos vizinhos e preocupações dos clientes”, diz.
Ele, que trabalha 12 horas todos os dias, estima que, em média, um arquiteto com experiência e negócio estabelecido receba em torno de 20 mil reais por mês.

 Ralph Orlowski/Getty Images 
Oscilação na Bolsa

 8. Corretor de Valores
Um telefone em cada mão e sempre de olho na movimentação de ações nas bolsas de valores em todo o mundo. O corretor de valores no Brasil não corresponde à a imagem que se vê nos filmes, de gritaria com a variação de humor dos mercados, que é mais comum em bolsas no exterior.
Mesmo assim, a profissão exige jogo de cintura para sobreviver às pressões de clientes investidores e às alterações rápidas e, muitas vezes, abruptas, do mercado de ações.
O corretor de valores é responsável pela compra e venda de ações, ou outro tipos de título, para investidores de acordo com as tendências do mercado e procurando atingir o melhor resultado.
Com essa missão, o profissional que trabalha, em média, 8 horas por dia pode atingir o nível de estresse de até 39,7.

Arquivo/Abril
 ambulância SAMU
 9. Técnico de emergência médica
Os profissional da área de saúde que faz o primeiro atendimento emergencial são os responsáveis por manter vivo o paciente até a chegada ao hospital. O socorro pré-hospitalar é geralmente feito por técnicos de emergência médica em diversos níveis.
Paramédicos e socorristas que cumprem essa função trabalham longas horas sob pressão, muitas vezes em turnos noturnos de atendimento e plantões de 24 horas.
Sem rotina precisa, os técnicos de emergência médica podem atingir o nível de estresse de 39,68.

EXAME 
Investimento em imóveis vai render aluguéis mais altos

 10. Corretor de imóveis
A crise financeira americana (que teve seu estopim no mercado imobiliário) pode ter ajudado a colocar os corretores entre as piores profissões em termos de estresse. No ranking do CareerCast, esses profissionais apresentaram um nível de estresse de
No Brasil, de acordo com Carlos Kapudjian, diretor de Vendas da Lopes,  o cenário é diferente. Otimista, ele prefere descrever a rotina de trabalho dos corretores de imóveis no país como agitada.
E os motivos para isso são positivos. Impulsionado pelas facilidades de crédito, aumento da renda e bônus demográfico, o mercado imobiliário brasileiro está a todo vapor.
"O corretor precisa falar com pessoas todos os dias, conhecer novos empreendimentos, cultivar a carteira de clientes que possui, além de estar sempre com o astral bom", afirma o especialista. O resultado da combinação desses fatores podem ser jornadas de trabalho de até 12 horas por dia - mas com direito a uma maior autonomia na hora de escolher sua grade de trabalho.
Para compensar, os rendimentos mensais podem extrapolar os 30 mil reais para profissionais mais experientes. "É uma carreira que não tem limite de ganho. O salário é 100% variável, por isso, é muito competitivo". Mas, na opinião dele, isso não implica, necessariamente, em uma rotina negativa em termos de estresse